Com o “dever cumprido”

A participação de Gilvan Ribeiro ainda não chegou ao fim na Olimpíada. Mas, ontem, em sua principal prova, o K2 200m, ao lado de Edson Silva, o canoísta de Santa Maria não atingiu uma das oito vagas para a final de hoje e terá de disputar a chamado final B, que não vale me- dalha, mas define posições. – Vamos para a prova com a mesma vontade de como se fosse a final A. Se vencermos a final B, podemos ficar entre os nove melhores do mundo. Seria uma grande vitória encerrar nessa posição. Há uns dois anos, brigávamos para entrar em uma final B. Hoje, disputamos a final B. Colocamos o caiaque do Brasil em um nível que queríamos chegar. Estamos brigando com os melhores. Precisamos pensar em como ultrapassar essa barreira. Hoje, estamos, seguramente, entre os 10 melhores do mundo – orgulha-se Gilvan, sem demonstrar frustração em sua estreia olímpica. Além da final B, que será rea- lizada hoje, às 9h40min, Gilvan ainda irá competir amanhã no K4 1.000m, junto com Roberto Ma- ehler, Vagner Souta e Celso Dias. – Não elevo expectativa. Sen- do bem sincero. O nosso K4 não treina junto desde o Pan- -Americano do ano passado. E, por não termos nos classifica- do no Mundial, abandonamos a estratégia do K4. Como essa vaga veio há um mês (após desclassificações de Bielorrússia e Romênia), o K4 foi deixado de lado. Tenho consciência de que, entre os 15 barcos em disputa, somos o 15º. Vamos brigar pela honra de subir algumas posições – reconhece Gilvan, que teve torcidas bastante especiais durante as provas de ontem no Estádio da Lagoa, em Copa- cabana: a filha Clara, além de familiares, amigos e torcedores santa-marienses. Em Santa Maria, a Unifra, instituição na qual Gilvan estuda Jornalismo, preparou um espaço especial para os alunos acompanharem a competição do colega, ontem, no prédio 16 do Conjunto 3. O espaço reuniu cerca de 50 pessoas, entre estudantes, professores e funcionários. – Não é um campeonato do bairro. Estamos falando do maior campeonato do mundo. Nada é maior que uma Olimpíada. Óbvio que, se fosse uma colocação melhor, ficaríamos mais felizes. Mas a sensação é de dever cumprido – concluiu Gilvan. Já o canoísta brasileiro Isa- quias Queiroz, prata no C1 1.000m na terça-feira, volta a disputar medalha na final do C1 200m hoje, às 9h16min.

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Diário de Santa Maria, 18 de Agosto de 2016.

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